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Pronunciamento sobre o uso de câmeras corporais

A APRASC entende que toda iniciativa voltada ao fortalecimento da segurança pública deve ser debatida com responsabilidade, equilíbrio e, principalmente, respeito aos profissionais que estão diariamente nas ruas cumprindo sua missão.

No entanto, medidas que criam obrigações específicas apenas para Praças Policiais Militares levantam questionamentos importantes. Se determinado mecanismo é considerado necessário para garantir transparência e segurança nas ações, por que sua aplicação não é ampliada de forma igualitária para todas as áreas e setores envolvidos no serviço público?

Além disso, é preciso refletir sobre os impactos operacionais dessas exigências na rotina policial. O serviço da Polícia Militar já enfrenta uma crescente carga burocrática, que muitas vezes afasta o profissional de sua atividade principal, que é o atendimento da sociedade e o combate à criminalidade.

A preocupação da categoria é que novas medidas acabem transferindo ainda mais atenção do policial para procedimentos administrativos e operacionais paralelos, aumentando a burocratização do serviço e dificultando a atuação prática nas ruas.

Reforçamos que a APRASC não se opõe ao debate sobre mecanismos de fiscalização e transparência. Contudo, qualquer decisão precisa ocorrer de maneira isonômica, responsável e levando em consideração a realidade enfrentada diariamente pelos profissionais da segurança pública.

A entidade seguirá acompanhando o tema e defendendo os interesses das Praças Militares catarinenses.

Há 3 horas