Confira as orientações para os praças com casos de suspeita de coronavírus

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Mais de 300 militares estaduais, entre PMs e BMs, estão com coronavírus em SC
17/07/2020

Vice-presidente da APRASC, Nilton Facenda, mostrou grande preocupação com o crescente número de casos da doença, a falta de exames e equipamentos necessários à disposição dos praças no trabalho de linha de frente e cobrou que o governo e os comandos ouçam a categoria

 

O sargento Nilton César Facenda, vice-presidente da APRASC, concedeu entrevista nessa quinta-feira (16/07) à TV A Sua Voz, de Pinhalzinho, no Oeste catarinense. Falou sobre a preocupação da associação com a saúde dos praças de SC frente à pandemia de coronavírus e sobre do que a diretoria está fazendo para garantir o respeito aos direitos dos praças.

“Os policiais e bombeiros militares estão verdadeiramente na linha de frente no combate ao crime. E agora temos um inimigo invisível, a covid-19. Nós como entidade estamos muito preocupados com o elevado número de contaminados na tropa. São em torno de 300 com a doença entre PMs e BMs no Estado e estamos receosos de que este número vá aumentar nos próximos dias”.

Levantamento divulgado no último dia 10/07 pela APRASC, com base em dados enviados pela PMSC e pelo CBMSC, aponta que, em pouco mais de 15 dias entre o fim do mês passado e o início de julho houve um aumento de 148% no número de policiais militares contaminados por covid-19 e de 170% nos casos de bombeiros militares.

“O próximo levantamento deve constatar um número elevadíssimo de praças contaminados. AS APRASC está muito preocupada com os irmãos de farde. Nós praças estamos à mercê da própria sorte. Não temos testes. Estamos na rua enfrentando o nosso dia a dia somente com a máscara e álcool gel para nossa proteção contra o vírus. Nosso presidente, João Carlos Pawlick, e toda nossa diretoria está cobrando dos comandos (PMSC e CBMSC) para que cobrem uma posição do governo do Estado, que não nos recebe e não nos ouve há muito tempo”, ressalta Facenda.

O vice-presidente da APRASC também falou da situação dos praças que não receberam o terço de férias e da defasagem no subsídio com as perdas inflacionárias dos últimos anos.

“Desde 2014 estamos sem a reposição inflacionária. Muitos de nós também entraram em férias e não receberam o terço de férias. Também há a questão do IPREV para os policiais e bombeiros militares da reserva, que tiveram um impacto negativo de cerca de 600 reais com o desconto autorizado em folha de pagamento com a reforma da previdência. Tudo isso mais esse problema de contaminação com o coronavírus afetam nosso trabalho e refletem na segurança da sociedade. Se um policial fica doente, é menos um nas ruas, porque não poderá trabalhar, e isso é pior para cidades menores, que já sofrem com a falta de efetivo”, afirma o sargento Nilton Facenda.

Outra situação alarmante é o suicídio entre militares no Estado, avalia Facenda.

“Nunca tivemos tantas perdas entre nossos policiais e bombeiros militares por causa do suicídio. E explico: além de estar toda essa pressão que vivemos no trabalho (escalas abusivas, defasagem salarial, descontos indevidos, entre outros), agora vem o inimigo invisível coronavírus. Temos contato com contaminados ao atender ocorrências, vamos para casa e podemos levar o vírus e contaminar familiares, além de colegas no trabalho, e não temos os exames necessários à disposição pelo Estado para detectar a covid-19. Estamos arriscando a nossa vida para fazer jus ao nosso lema e queremos que o governo faça a sua parte e nos atenda”, finaliza Nilton Facenda.

Assista o vídeo da entrevista:

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