Praças policiais e bombeiros militares são excluídos da MP que prevê suporte financeiro aos profissionais da Saúde

Geral

APRASC concede entrevista em rádios de Blumenau durante agenda no município
12/05/2020

O presidente da APRASC, subtenente RR João Carlos Pawlick, e o Diretor Regional Médio Vale do Itajaí, soldado Edoni Fonseca dos Santos Júnior, concederam entrevista, na manhã desta terça-feira (12/05), nas Rádios Nereu Ramos e Clube de Blumenau. O presidente Pawlick explicou o que o trabalho da associação é de valorização da classe e lembrou que 90% das demandas são na área jurídica. Ambos homenagearam as policiais militares pelo Dia da Policial Militar Feminina, comemorado em 12 de Maio.

Questionado pelo apresentador sobre investimentos na segurança pública sobre impasses envolvendo acordos com o governo para valorização dos praças, Pawlick tomou como exemplo a escala árdua de 24x48 dos bombeiros, bem como a escala dos PMs. Falou, ainda, que o último chamamento de PMs em concurso chamou somente 500 aprovados, sendo que deveria ter chamado 1000 neste ano. “Isto tudo impacta na qualidade do serviço prestado à população. O aumento do efetivo não acompanhou o crescimento do Estado”, avalia Pawlick.

“Estávamos em negociação com o governo do Estado para valorização da classe com a reposição das perdas com a inflação. São cerca de 40% acumulado nos último 7 anos. Com a Covid-19, fomos pegos de surpresa com a suspensão das negociações. Mas não vamos fazer operação padrão”, diz João Carlos Pawlick.

“É difícil para nós que estamos na rua. Não podemos fazer com que a sociedade pague o preço com uma operação o padrão. A qualidade vai continuar. Mas é preciso entender que, além da falta de reposição inflacionária, nosso um terço de férias foi cortado. Quem sair agora em férias, por exemplo, não receberá, este valor”, ressaltou o diretor regional Edoni.

O presidente Pawlick também explicou que a APRASC entrou com ação na Justiça para impedir os descontos previdenciários para quem está na reserva remunerada, que entrou em vigor durante a pandemia.

Sobre as condições de trabalho e casos de COVID, Pawlick informou que, no começo, quando não havia os EPIs (equipamentos de proteção individual) necessários, a associação lutou muito junto à sala de situação do Comando Geral e conseguiu os itens. “Estamos acompanhando de perto os casos de coronavírus nas corporações. Temos 8 PMs afastados no Estado e 30 casos suspeitos. Em Blumenau, há três casos de afastamento. Nos bombeiros, há 6 casos suspeitos em Santa Catarina”, detalhou Pawlick.

Outra coisa que está sendo feita, ressaltou Pawlick, é a criação da Fundação APRASC, que trabalhará na área social para auxiliar os praças, já que não pode mexer no caixa da associação para esses fins, como previsto em estatuto. “Estamos indo a Ilhota hoje para visitar um associado que perdeu a casa em um incêndio, ver o que podemos fazer por ele. Se tivéssemos a fundação já atuante, teríamos como dar suporte financeiro, por exemplo”.

O presidente da APRASC está cumprindo agenda nesta terça-feira (12/05) em Blumenau e Ilhota.

 

Confira abaixo as entrevistas nas duas emissoras visitadas:

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