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Praças em Ação: Soldados aprasquianos resgatam família após afogamento em Garopaba
22/11/2019

Os soldados da polícia militar, os aprasquianos Alan de Oliveira Martins e Fernanda do Nascimento Santos realizavam uma patrulha rotineira na região da Praia do Ouvidor, no domingo dia 10/11, quando foram surpreendidos com pedidos de socorro desesperados de alguns banhistas que lá estavam.

Chegando ao local, viram se tratar de um afogamento coletivo. Durante um banho de mar, quatro membros de uma mesma família acabaram puxados pela correnteza em direção ao mar aberto. Prontamente, com muita coragem e agilidade, os policiais tiraram os equipamentos e entraram na água para o resgate das vítimas.

Primeiramente conseguiram salvar duas das quatro pessoas, contando com ajuda de um militar do Rio Grande do Sul que passeava pelo local. As outras duas vítimas foram salvas através de muito esforço. Vendo a impossibilidade de vencer as arrebentações, em uma estratégia sagaz, os soldados seguiram pelo costão e com a ajuda de um surfista salvaram a terceira vítima. A última delas, um homem, foi salvo por um dos policiais, utilizando a prancha do surfista, já que o mesmo estava cansado e não conseguia mais ajudar na busca.

Após o resgate, a vítima estava desacordada e sem sinais vitais, mas com procedimentos de reanimação o quadro foi estabilizado até a chegada do Corpo de Bombeiros. O homem foi levado ao Pronto-Socorro de Garopaba, e chegou a conversar com os policiais e familiares, mas infelizmente devido a complicações veio a falecer no hospital.

De acordo com o soldado Alan, o resgate foi muito complicado em termos físicos e emocionais. “Fomos no intuito de salvar e ajudar. Vendo o desespero das pessoas, não paramos para pensar. Até porque, se parar para pensar demais, é uma ocorrência difícil. Ter a coragem para entrar no mar, mesmo após o sucesso do resgate, a morte da última vítima horas mais tarde foi um enorme baque. Deixou de ser um desconhecido para nós, foi uma perda triste e ficamos bem abalados”, disse o soldado.

Para Fernanda, naquele momento foi inevitável o sentimento de tristeza, “No início ficou aquele sentimento de culpa. Será que se tivéssemos sido mais rápidos teria sido diferente?”, indagou ela. A policial Fernanda ainda fala sobre a vítima. “Porque nós conseguimos fazer ele voltar a consciência, tudo estava certo, tinha sido 100% de sucesso. Conversando com colegas, vimos que não, foi uma fatalidade. Nós salvamos quatro pessoas, se nós não tivéssemos intervindo teriam morrido os quatro”, finalizou ela.

A APRASC ressalta a coragem e o comprometimentos destes profissionais, cuja missão é cuidar da segurança das pessoas. Grandes exemplos como este merecem todo o nosso reconhecimento.

Ouça a reportagem na Rádioweb APRASC

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