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Governo diz NÃO para a reposição salarial, mas Aprasc segue cobrando
06/06/2018

O governo disse que não haverá reposição salarial neste ano para os policiais e bombeiros militares. A afirmativa foi feita pelo representante do governo do estado, Décio Vargas, já no início da reunião realizada na tarde dessa terça-feira (05/06), com a diretoria da Aprasc e os Comandos da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar, em Florianópolis.

 Vargas, que é coordenador executivo de Negociação e Relações Funcionais do Estado de Santa Catarina, foi categórico ao afirmar que não existe qualquer possibilidade de negociação salarial com a PM e com o Corpo de Bombeiros. Como argumento, disse que, pela primeira vez, o governo ultrapassou o limite de gastos com pessoal e que para isso está cortando gastos, entre eles, cargos comissionados e funções gratificadas. “Não se discute a legitimidade da reivindicação, mas diante da atual realidade está inviabilizada qualquer negociação relativa à defasagem salarial”, disse Décio Vargas. 

O presidente da Aprasc, subtenente RR Edson Fortuna, lamentou o posicionamento do governo, reforçando que a defasagem no salário dos praças é bastante significativa e já chega a mais de 10%, nos últimos três anos. A Aprasc vai continuar a campanha pela Reposição Salarial Já e pretende acionar o Tribunal de Justiça para abrir um canal de negociação para tratar dessas perdas com a inflação. 

Durante a reunião, o representante do governo informou ainda que, por falta de recursos, não haverá concurso para ingresso de novos soldados tanto da PM como no CBM. Já o Comando PM alegou que por falta de vagas não vai abrir o CFS PM. A Aprasc também lamenta e discorda desses posicionamentos e vai tomar todas as medidas possíveis para reverter essas decisões. 

Entre os pontos positivos destacados na reunião, estão a possibilidade de extinção da prisão administrativa, que está sendo debatida e estudada por um grupo integrado por oficiais PM/CBM, e o encaminhamento para a Assembleia Legislativa, ainda neste ano, do projeto que trata do Plano de Carreira. Também acenaram positivamente com o pedido de alteração da lei de pensionistas (LC 689/2017) para que possa amparar de forma efetiva o cônjuge que venha a perder seu parceiro em atividades correlacionadas ao serviço. A Aprasc apresentou ainda um projeto de assistência aos militares atingidos por ações de grupos criminosos, para que o servidor seja amparado pelo Estado. “É inadmissível o praça arcar com prejuízos causados por conta da profissão, por servir à sociedade”, disse o coordenador de Imprensa, cabo Everson Henning. 

Uma nova reunião foi marcada para daqui a 15 dias para tratar das demais reivindicações apresentados pela Aprasc. Participaram da reunião, além de Fortuna e Henning, os diretores, sargento Elisandro Lotin, sargento Flavio Damiani e sargento Nilton Tolentino. Pela PMSC, o chefe do Estado Maior, coronel PM  Giovanni Cardoso Pacheco e o subcomandante geral, coronel PM Claudio Roberto Koglin. Pelo CBMSC, comandante-geral, coronel BM João Valério Borges, e o subcomandante-geral, coronel BM Vanderlei Vanderlino Vidal

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