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Diretoria ouve propostas do pré-candidato ao governo SC pelo PSD, deputado Gelson Merísio, para a segurança pública
03/04/2018

O pré-candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSD, deputado estadual Gelson Merísio (PSD), esteve na sede da Aprasc, na tarde da segunda-feira, 26 de março, para uma conversa com a diretoria da entidade. Merísio apresentou propostas para a área da segurança pública caso seja eleito governador e assuma o governo do estado em janeiro de 2019.

 Conforme ele, a segurança pública tem que ser tratada como prioridade absoluta nos próximos quatro anos, através de uma movimentação forte e estratégica. “Se eu for governador vai ser assim”, destacou. O deputado também disse que a área precisa de pesados investimentos em tecnologia e equipamentos, alocando-se um aporte entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. “Vai faltar recursos para outras áreas e a sociedade precisa ter essa compreensão. Tem muita tecnologia no mundo e não estamos sabendo utilizar. Precisamos ser referência em segurança pública”.

 Merísio também defendeu o aumento real do efetivo, passando dos atuais 10.300 policiais militares para 15 mil. Esse aumento se daria através de concurso público e também de uma legislação constitucional que incentive o policial e bombeiro, que estão prestes a se aposentar, a permanecerem na ativa e de terem o direito a requerer uma promoção.

 O presidente da Aprasc, subtenente RR Edson Fortuna, questionou o parlamentar sobre a mudança no teto da idade para aposentadoria e Merísio garantiu que não haverá cerceamento de direitos, nem para os profissionais da reserva, nem da ativa. “A mudança na legislação é para que o PM ou BM fique mais tempo na ativa voluntariamente, criando o direito à promoção para incentivar a permanência”, explicou Merísio reforçando que o foco é a valorização dos agentes de segurança.

 Já o presidente da Anaspra e diretor da Aprasc, sargento Elisandro Lotin, ressaltou que o profissional da segurança pública precisa ser tratado de forma distinta, uma vez que arrisca a vida todos os dias, situação diferente das demais categorias, que trabalham em sua maioria com mais segurança. “Não é privilégio, mas é uma atividade diferenciada, outra realidade”, disse Lotin, enfatizando também a diferença da jornada de trabalho entre oficiais e praças, que sofrem com a pressão diária e atividades exaustivas.

 Lotin também criticou a mudança na legislação (Lei Complementar nº 689, de 17 de janeiro de 2017, que retirou direitos e restringiu a concessão de pensão para viúvas (os) de militares. Na prática, quanto mais jovem o viúvo ou a viúva, menor será o tempo em que o benefício será pago pelo Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev). A legislação previa a concessão de pensão vitalícia para viúvos e viúvas de militares, sem distinção de tempo de serviço para qualquer dos cônjuges. Com a nova regra, a pensão vitalícia fica assegurada apenas aos cônjuges com mais de 44 anos de idade. Ou seja, esposas e filhos de militares correm o risco de ficar sem pensão.

  O coordenador de Imprensa da Aprasc, cabo Everson Henning, reforçou a necessidade de aprovação de projetos de interesse da categoria, como o QOA e o plano de carreira, que segundo Merísio, deverão ficar somente para 2019. Já o vice-presidente da regional BM do Vale do Itajaí, Jeferson Misael dos Santos de Lima, falou das reivindicações dos bombeiros, entre elas, a extinção das escalas abusivas.

 Participaram da reunião 17 diretores de diversas regiões do estado.

 

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