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Florianópolis: Policial salva vida de menina de 5 anos no norte da ilha
02/10/2017

O caso aconteceu na quarta-feira, dia 13 de setembro, em Santo Antônio de Lisboa, no norte da Ilha.

De acordo com a Polícia Militar, a viatura que realizava o policiamento na rua Caminho dos Açores foi parada por uma senhora que gritava por socorro. Ela entregou a Marina, que estava desfalecida, com a pele pálida, olhos virados e lábios roxos nos braços do policial. Alex colocou a criança no chão e verificou os sinais vitais dela. Em seguida, pediu para que o soldado Leandro, colega da viatura, solicitasse apoio do Samu e dos bombeiros.

— Eu não sabia se ela tinha caído um tombo, levado uma mordida de uma cobra ou engolido algum objeto. No momento que eu coloquei a mão perto da garganta para sentir os sinais vitais, eu vi que ela possuía uma traqueostomia na garganta. E tava toda obstruída por catarro ou pus. Nesse momento, eu coloquei minhas luvas descartáveis, e eu tinha uma caneta BIC. Eu tirei a tampa dessa caneta e comecei a limpar esse tubo.

Depois da manobra, a criança seguiu sem os batimentos e Alex começou a massagem cardíaca. Foi quando a criança voltou a respirar. Em seguida, chegou a ambulância do Samu, e o médico Adriano Meira Oliveira assumiu a ocorrência. Ele parabenizou os policias e disse que sem a manobra a criança não teria resistido. A ambulância levou Marina até o hospital infantil Joana de Gusmão. 

O soldado nunca tinha feito essa operação.

— Eu só tive instrução de atendimento pré-hospitalar no curso de formação de soldados pela PM em 2014. Nem eu nem meu parceiro temos cursos de primeiros socorros, enfermagem nem nada. Foi a primeira vez. Foi deus que agiu. O anjo da guarda dela que estava do nosso lado.

Na quinta-feira (14), os PMs visitaram a mãe da criança, a lojista Julia Nunes, de 34 anos. Foi um encontro onde os dois se emocionaram bastante. Alex revelou que acabara de ser pai de menino e que enquanto socorria a menina, pensava no filho de 3 meses.

— Ele foi um herói, porque se tivesse esperado até o hospital não teria dado tempo — destacou a mãe.

Marina sofre de estenose subglótica, que é um estreitamento das vias aéreas. Por isso precisa da traqueostomia, uma intervenção cirúrgica que abre um orifício na traqueia para colocação de um tudo de passagem de ar. 

A mãe da menina acredita que em breve ela deve deixar a traqueostomia. A criança não ficará com nenhuma sequela do acidente.   

Ouça a entrevista com o soldado Alex da Silva

Fonte DC

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